Como em toda
região Amazônica é perceptível o decréscimo da economia madeireira em nossa
região do Oeste paraense. Há algum tempo atrás quando se percebeu o cerco das
leis, decretos e Instruções Normativas, federais e estaduais, dizia-se que a
diminuição da produção de madeira nativa na Amazônia devia-se a burocratização
por parte dos órgãos competentes, os quais não só dificultava a liberação dos
PMFS, exigindo documentação extensa, titulo de propriedade da terra, e
adequações as leis, mas também multava e fechava empresas que atuava na região.
De fato houve
um aperto e exigências para o setor, mas era notório o costume dos madeireiros
agirem com muita liberdade. Até a década
de 1980 e 90, poucas leis existiam em comparação com hoje, para disciplinar a
extração de madeira em floresta nativa. A riqueza da floresta era exuberante. A
destruição de madeira em queimadas era notória em áreas de colonização como a
Transamazônica e Santarém – Cuiabá. Os municípios como Uruará, Medicilândia,
Brasil Novo e outros ao longo da Transamazônica cresceram muito em função da
produção de madeira nativa. Existiam muitas serrarias que compravam madeira
junto aos colonos e pagavam valor irrisório, mesmo assim considerado vantajoso
para os proprietários das florestas, pois caso não vendesse queimaria ou mesmo
se deterioraria com as aberturas feitas para a agropecuária.
Tudo isso
mudou, a madeira começou a ficar mais escassa, mais longe, mais cara e a que
existia era de menos valor e qualidade. Na verdade, a regulação da exploração
madeireira veio racionalizar a produção, de certo modo proteger o meio ambiente
e direcionar para uma economia sustentável. E certo que com a exploração da
madeira a floresta fica mais pobre, algumas espécies tendem ao quase
esgotamento. Observa-se que muitas espécies tem dificuldade de se reproduzir em
meio à floresta densa. Isso as leis e a ciência, bem como, a sociedade precisa
se aprofundar e buscar outras soluções. Mas importante que a floresta continua
os mananciais ficam protegidos e se recuperando da intervenção feita através da
exploração florestal. O que não e tão difícil visto que a floresta se recompõe com
relativa facilidade se houver boas praticas de manejo com determina as leis.
Outra
tendência para a região é a introdução dos plantios florestais de espécies
adequadas à região para a produção de madeira para o consumo interno. Mas esse
assunto ainda e muito polêmico, pois o que existe de conhecimentos cientifico
sobre manejo de florestas plantadas ainda se restringe a poucas espécies
exóticas como o pinus, o eucalipto e a teca, mesmo assim ainda pouco conhecidas
suas consequências em sentido ambiental ou mesmo de viabilidade econômica em
solos amazônicos. Enfim, parece ser mais sensato, no entanto, não tão fácil de
ser entendido seria também o estabelecimento de normas para desmatamento zero
nas áreas de colonização na Amazônia, principalmente na Transamazônica que já
atingiu o ápice da antropização dos espaços ocupados. Enquanto nada ocorre de
diferente continuemos defendendo a aplicação das leis sobre o plano de manejo
de florestas nativas, porque no momento é o que existe de palpável e possível para
o bem de todos, da economia da região, da sociedade que tem geração de emprego
e renda, principalmente para o meio ambiente que precisa continuar conservado.