terça-feira, 29 de outubro de 2013

Perspectivas da produção de madeira na Amazônia



Como em toda região Amazônica é perceptível o decréscimo da economia madeireira em nossa região do Oeste paraense. Há algum tempo atrás quando se percebeu o cerco das leis, decretos e Instruções Normativas, federais e estaduais, dizia-se que a diminuição da produção de madeira nativa na Amazônia devia-se a burocratização por parte dos órgãos competentes, os quais não só dificultava a liberação dos PMFS, exigindo documentação extensa, titulo de propriedade da terra, e adequações as leis, mas também multava e fechava empresas que atuava na região.
De fato houve um aperto e exigências para o setor, mas era notório o costume dos madeireiros agirem com muita liberdade.  Até a década de 1980 e 90, poucas leis existiam em comparação com hoje, para disciplinar a extração de madeira em floresta nativa. A riqueza da floresta era exuberante. A destruição de madeira em queimadas era notória em áreas de colonização como a Transamazônica e Santarém – Cuiabá. Os municípios como Uruará, Medicilândia, Brasil Novo e outros ao longo da Transamazônica cresceram muito em função da produção de madeira nativa. Existiam muitas serrarias que compravam madeira junto aos colonos e pagavam valor irrisório, mesmo assim considerado vantajoso para os proprietários das florestas, pois caso não vendesse queimaria ou mesmo se deterioraria com as aberturas feitas para a agropecuária.
Tudo isso mudou, a madeira começou a ficar mais escassa, mais longe, mais cara e a que existia era de menos valor e qualidade. Na verdade, a regulação da exploração madeireira veio racionalizar a produção, de certo modo proteger o meio ambiente e direcionar para uma economia sustentável. E certo que com a exploração da madeira a floresta fica mais pobre, algumas espécies tendem ao quase esgotamento. Observa-se que muitas espécies tem dificuldade de se reproduzir em meio à floresta densa. Isso as leis e a ciência, bem como, a sociedade precisa se aprofundar e buscar outras soluções. Mas importante que a floresta continua os mananciais ficam protegidos e se recuperando da intervenção feita através da exploração florestal. O que não e tão difícil visto que a floresta se recompõe com relativa facilidade se houver boas praticas de manejo com determina as leis.
Outra tendência para a região é a introdução dos plantios florestais de espécies adequadas à região para a produção de madeira para o consumo interno. Mas esse assunto ainda e muito polêmico, pois o que existe de conhecimentos cientifico sobre manejo de florestas plantadas ainda se restringe a poucas espécies exóticas como o pinus, o eucalipto e a teca, mesmo assim ainda pouco conhecidas suas consequências em sentido ambiental ou mesmo de viabilidade econômica em solos amazônicos. Enfim, parece ser mais sensato, no entanto, não tão fácil de ser entendido seria também o estabelecimento de normas para desmatamento zero nas áreas de colonização na Amazônia, principalmente na Transamazônica que já atingiu o ápice da antropização dos espaços ocupados. Enquanto nada ocorre de diferente continuemos defendendo a aplicação das leis sobre o plano de manejo de florestas nativas, porque no momento é o que existe de palpável e possível para o bem de todos, da economia da região, da sociedade que tem geração de emprego e renda, principalmente para o meio ambiente que precisa continuar conservado.

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